terça-feira, 18 de agosto de 2009

LENDAS DE OYÁ (3)


Oiá sopra a forja de Ogun e cria o vento e a tempestade
Osaguiã estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear.
Ògún fazia as armas, mas fazia lentamente. Osaguiã pediu a seu amigo Ògún urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível.
O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Osaguiã que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ògún a apressar a fabricação.
Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ògún e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado de calor derretia o ferro mais rapidamente.
Logo Ògún pode fazer muitas armas e com as armas Osaguiã venceu a guerra. Osaguiã veio então agradecer Ògún. E na casa de Ògún enamorou-se de Oyá.
Um dia fugiram Osaguiã e Oyá, deixando Ògún enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Osaguiã voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Osaguiã, onde vivia, Oyá soprava em direção à forja de Ògún.
E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Osaguiã da de Ògún. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor atiçava.
E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ògún. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade.
Notas bibliográficas

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